Observação importante

O objetivo do Blog não é acusar ou perseguir compositores, tampouco os intérpretes das músicas aqui analisadas. O objetivo é avaliar que tipo de afirmações estão sendo proferidas em nossos púlpitos e lares cristãos, seguindo a linha de raciocínio dos crentes bereanos (Atos 17:11) e os conselhos de Paulo (1 Ts 5.21; Hb 13.9) e João (1 João 4.1). Todas as análises são de responsabilidade de seus autores e críticas são bem vindas, desde que não venham acompanhadas de ofensas, mas de paz. Se desejar, leia aqui um artigo sobre algumas considerações sobre música e culto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Música: Uma nova história (Fernandinho)


Letra:

Sai de tua tenda
Oh filho meu, e te mostrarei as estrelas do céu
Sai da tua tenda
Oh filho meu, e te mostrarei a areia do mar

Será que podes contar
Será que podes imaginar
Tudo aquilo que sonhei para ti filho meu
O que minhas mãos fizeram para ti filho meu
Minha benção será sobre ti

Uma nova história Deus tem pra mim
Um novo tempo Deus tem pra mim
Tudo aquilo que perdido foi
Ouvirei de sua boca: "Te abençoarei!"

Análise:

Esta música mostra bem o padrão de cristianismo que vivemos hoje, centralizado no ser humano (antropocentrismo) ou, como neste caso, em mim mesmo (egocentrismo). Há tempos abandonamos o verdadeiro louvor por músicas que exaltam a nós mesmos, que nos “concedem” bençãos, sucesso, viradas, ziguezagueios e tudo o mais que possa nos parecer proveitoso.

Apesar de não encontrarmos nenhuma frase claramente extrabíblica, o próprio conceito da música não encontra bases na Palavra de Deus. Notem por exemplo o refrão, onde o sujeito determina bençãos a si mesmo, fato sem recorrência bíblica. 
Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o de outrem.” (I Coríntios 10:24)
Sim, Deus nos abençoa, transforma nossa vida, muda nossa história, mas uma canção que afirma isso (desconsiderando aqui o refrão que auto-afirma a benção) deve também fazer uma relação poetica com os requisitos para que essa realidade aconteça, que é entregar-se a Cristo para servi-lo em amor e santidade.

Meu pensamento é que, se temos a pretenção de que nossas canções transformem vidas, elas devem conter as Boas Novas de Cristo, pois é sua Palavra que transforma, não a nossa, não nossos determinismos vazios, e a fé é antes de tudo racional, não emocional. Não basta tocar nas emoções, pois isso toda expressão artistica o faz, alias, este é um dos conceitos atribuídos à arte. Nossas músicas precisam tocar a alma, e isso só é possível com a Palavra de Cristo.

Entenda isso, o fato de uma canção te emocionar ao ponto de te fazer chorar não significa nada, várias pessoas sentem o mesmo observando uma tela de pintura. O importante é ser transformado e, se tuas lágrimas não te levarem a isso, estarão sendo derramadas em vão, pois não serão reflexo da Obra de Cristo, mas dos homens.

Em suma, a reprovação aqui não vai para a letra em si, mas para o conceito geral da canção, afinal, não devemos ser tão amantes de si mesmos. 
Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses.” (II Timóteo 3:1-5)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Música: Corpo de Cristo (Diante do Trono)


Letra:

Corpo de Cristo
Mãos do Redentor
Corpo de Cristo
Onde estão
As marcas dos cravos?
Onde estão
Os pés que pisaram esse chão?
Deixando a glória

Corpo de Cristo
Olhos de perdão
Corpo de Cristo
Onde estão
Os braços estendidos?
Onde estão
Os corações movidos por compaixão?
Assim como Ele foi

Eu quero ver a tua fé em obras
Me mostre, por favor
Onde estão os frutos e eu os comerei
Quero ver o teu amor tão cantado
Teu discurso encantador sendo encarnado
Cristo em vós


Análise:

Gostaria de iniciar a análise desta letra deixando minha impressão: “É de coisas assim que a Igreja precisa!”.

Trata-se de uma exortação em forma de música que vai na contramão do que vemos em abundância por ai. No lugar de fazer promessas vazias e de determinar vitórias pessoais, esta canção nos diz:

“Quero ver o teu amor tão cantado
Teu discurso encantador sendo encarnado
Cristo em vós”
A letra, em primeira pessoa, não deixa claro o sujeito (se o próprio Cristo ou um servo seu), mas mantém cristalina a intenção: levar a igreja a trazer para a realidade o seu discurso de amor e de fé, em práticas que demonstram o que pregamos.

Somente este contexto seria suficiente para colocar esta música na galeria das preciosidades modernas, uma galeria pequena mas de excelência, mas eu gostaria de citar mais algumas frases importantes para nossa vida com Cristo.

"Onde estão
as marcas dos cravos?”
Esta frase traz à memoria o exemplo de Paulo ao dizer que “ninguém me moleste; porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6:17), mostrando a importancia de sermos mais parecidos com Cristo, mesmo no sofrimento, e mais dados à servidão do que ao sucesso pessoal.
“Onde estão
Os braços estendidos?
Onde estão
Os corações movidos por compaixão?
Assim como Ele foi”
Na segunda estrofe encontramos uma exortação quando à nossa falta de amor ao próximo, à nossa falta empenho para ajudar aos necessitados em favor (digo eu) do crescimento de nossas instituições, alvo principal de nossos investimentos. Não foi assim com Cristo, antes Ele dedicou sua vida aos pobres e enfermos.
“Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho”. (Mt 11:5)

“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me”. (Mt 19:21)
Encerro por aqui, pois entendo que a letra fala por si só.

Sem dúvidas uma bela e supreendente canção.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Música: Vem com o peso da Tua Glória (Paul Wilbur)

*Pedido de Alex Brilhante (via MSN) 

Letra:

Espírito do Vivo Deus
Manifesta o Teu Poder
Revela o peso da Tua Glória

Vem com o peso da Tua Glória me cobrir
Flua o Rio de vida aqui
Que a verdade do Teu Reino reine em mim
Vem com o peso da Tua Glória, vem com o peso da Tua Glória aqui

Espírito do Vivo Deus
Manifesta o Teu Poder
Revela o peso da Tua Glória

Não buscamos Tuas Mãos,
Tua Face queremos ver
E conhecer Teu Coração
Revela Tua Glória com Poder

Vem com o peso da Tua Glória me cobrir
Flua o Rio de vida aqui
Que a verdade do Teu Reino reine em mim
Vem com o peso da Tua Glória, vem com peso da Tua Glória aqui.

Vem com o peso da Tua Glória me cobrir
Flua o Rio de vida aqui
Que a verdade do Teu Reino reine em mim
Vem com o peso da Tua Glória, vem com peso da Tua Glória aqui.
Vem com o peso da Tua Glória, vem com peso da Tua Glória aqui.


Análise:

Apesar do título desta canção citar uma frase estranha ao Evangelho, o contexto da letra mostra que isso não se trata apenas de falácia sem fundo teológico. “Peso da Tua Glória” aqui parece expressar, metaforicamente, a magnitude da Glória de Deus e a sua importância para a vida do ser humano, na figura do autor. Isso se confirma com frases como “manifesta o Teu poder” e “flua o rio de vida aqui”.

Melhor ainda quando o autor deseja que “a verdade do Teu Reino, reine em mim”, pois isso reflete a intenção de Deus para os seus filhos, verdade essa muitas vezes esquecida no meu evangélico de nossos dias. Reinar indica dominar e Deus precisa dominar nossas vidas, assim como Sua Palavra dominar nossa conduta:

Em seguida dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me”. (Lucas 09:23)

E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos”. (Colossenses 3:15)

e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas”. (Efésios 1:22-23)
Por fim gostaria de citar outra frase muito importante para todos nós e não menos esquecida, a qual esta música nos traz à memória: “Não buscamos Tuas Mãos”. A nossa busca por Cristo não deve se resumir em desejar aquilo que Ele tem poder para nos proporcionar nesta terra, pois isto não é amor e sim interesse:

Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”. (I Coríntios 15:19)

sábado, 29 de maio de 2010

Música: Tudo Entregarei (Sergio Saas)


Letra:

Tudo ó Cristo a Ti entrego
Tudo sim por Ti darei
Resoluto mas submisso
Sempre a Ti eu seguirei

Tudo entregarei
Tudo entregarei
Sim, por Ti Jesus bendito
Tudo deixarei

Tudo ó Cristo a Ti entrego
Corpo e alma, eis aqui
Este mundo mal renego por Ti
Me dedicarei somente ao Senhor

Tudo entregarei
Tudo entregarei
Sim, por Ti Jesus bendito

Tudo que tenho entrego a Ti
Tudo que sou dedico a Ti
Senhor

Análise:

Está música compõe o hinário cristão e foi composta por Judson Van De Venter (1855-1939), muito antes do evangelicalismo se deixar enveredar pelos caminhos do antropocentrismo e da confissão positiva. Por esse motivo trás em sua composição verdades pouco vistas no estilo “cristão” de ser moderno.

Porém, biblicamente, este é o caminho a ser seguido por aqueles que professam o nome de Cristo: Tudo entregar a ele.

Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no reino eterno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. (II Pedro 1:11)
A expressão “Senhor e Salvador” aparece inúmeras vezes no Novo Testamento, sempre nesta ordem. Cristo só será nosso Salvador quando for, antes de tudo, Senhor de nossas vidas, ou seja, quando tudo em nós pertencer a Ele, conforme expressa divinamente toda a letra desta canção.

Não bastam 10 por cento, não bastam nossas primícias, para sermos salvos precisamos entregar tudo a Cristo, todo o governo de nossas vidas. Mas também não podemos fazer isso apenas por causa da salvação de nossas vidas, mas por amor a Jesus.

Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”. (I Coríntios 15:19)

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria”. (I Coríntios 13:2)
Tudo nesta música está em pleno acordo com o Evangelho genuíno de Cristo, o que não poderia ser diferente, dada a história de luta pelo evangelho que os autores do hinário cristão travaram em suas vidas.


sexta-feira, 28 de maio de 2010

Música: Infalível Amor (Livres Para Adorar)

Letra:

Tens meu coração
E eu sou teu para sempre
És a minha força
Deus de graça e poder

Tu tens tudo em tuas mãos
E ainda tens tempo a mim
Não compreendo a Ti

Te louvo ó Deus da terra e céus
Quão lindo é teu infalível amor
Infalível amor
O Senhor não mudas
Sempre és o mesmo.
O Santo Deus, meu infalível amor
Infalível amor

És a minha rocha
Em quem eu me apóio
És minha canção
E eu só canto a Ti


Análise:

Esta é uma composição de Cris Tomlin, que o grupo “Livres para Adorar” regravou em português.

E que bela canção.

Na primeira estrofe uma declaração que deveria ser hábito não somente em nossas vidas, mas em nossas músicas: “Tens meu coração e eu sou Teu para sempre”, deixando claro que pertencemos totalmente a Deus e, portanto, devemos agir conforme sua vontade.

Mais um estrofe a mais uma afirmação conveniente para o que chamo de adoração. Reconhecendo a grandeza de Deus o autor afirma que Ele “tens tudo em tuas mãos” e, por outro lado, assumindo nossa pequenez diante de tal magnitude, completa: “Não compreendo a Ti”, não compreendo como o Senhor, tão grande e perfeito, ainda consegue me dedicar atenção, sendo eu apenas um pecador.

De fato o amor de Deus é infalível:

Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Romanos 5:8)
Nem mesmo nossos pecados foram capazes de nos afastar desse amor, de fazê-lo esfriar, diminuir, pois é um amor perfeito.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (8:38-39)
Esse amor é um atributo divino, portanto, conforme define outro de seus atributos e segundo expressa esta composição, não muda, permanece igual para sempre:

Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”. (Malaquias 3:6)
Por fim, na última estrofe, mais declarações e expressões de genuína adoração ao considerar Deus a nossa rocha e o motivo da nossa canção, como tantas outras músicas afirmavam, antes dos movimentos neopentecostal e gospel assumirem o controle.

"O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio". (Salmos 18:2)
Uma bela canção, sem dúvida.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Música: Restitui (Toque No Altar)

Letra:

Os planos que foram embora
O sonho que se perdeu
O que era festa e agora
É luto do que já morreu
Não podes pensar que este é o teu fim
Não é o que Deus planejou
Levante-se do chão!
Erga um clamor!

Restitui!
Eu quero de volta o que é meu
Sara-me!
E põe teu azeite em minha dor
Restitui!
E leva-me às águas tranqüilas
Lava-me!
E refrigera minha alma
Restitui!..

E o tempo que roubado foi
Não poderá se comparar
A tudo aquilo que o Senhor
Tem preparado ao que clamar
Creia porque o poder de um clamor
Pode ressuscitar!...


Análise:

Está musica é um verdadeiro clássico contemporâneo. Todos a conhecem, todos a cantam, todos choram ordenando a Deus que restitua o que nos pertence.

A música se divide claramente em duas partes: a primeira contempla as duas estrofes e, semelhantemente ao que ocorre com Jó, algum amigo busca confortar, com conselhos e soluções, um determinado irmão que aparentemente passou por perdas.

A segunda parte trata-se do refrão, onde o irmão aconselhado ergue um clamor, segundo o que seu amigo aconselhou. É ai que reside a confusão maior.

No refrão encontramos palavras absolutamente anátemas. O primeiro verso diz: “Restitui! Eu quero de volta o que é meu”. Que absurdo! Como um servo pode se dirigir a Deus dessa forma? Não é bem isso que o Evangelho nos ensina:

assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei; como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. O qual nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e lágrimas, orações e SÚPLICAS ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua REVERÊNCIA, ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu”. (Hebreus 5:5-7)
Percebem o que de fato é um clamor? Bem diferente do “clamor erguido” desta música delirante. Que tipo de reverência possui alguém que exige de Deus a restituição do que, por conta própria, acha que tem direito? E, mesmo que tivéssemos algum direito, seria com exigências a Deus que os conquistaríamos?

"Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão". (Romanos 9:15)
Não vejo necessidade de análises adicionais para uma canção absolutamente apócrifa como esta, um clássico do movimento gospel brasileiro e que reflete muito bem a situação de desapego à Palavra de Deus que esta geração tem sofrido.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Música: De Volta À Inocência (Quatro Por Um)


Letra:

Sabe Senhor,
Tenho andado meio sem rumo, perdi a visão, perdi o temor, não fui sábio.

Sabe Senhor,
Eu pensei que Te conhecia, mas enganei a mim mesmo, manchei a pureza e fui pra bem longe de Ti.
Mas estou de volta pra Ti.

Ao tempo da inocência eu quero voltar, ao tempo da pureza eu quero voltar, da simplicidade com Pai, humildade com Deus, ser curado do que o mundo me fez.

Ouvir a Tua voz como sempre ouvi, amar Tua palavra com todo meu ser.
Oh Deus tô com saudades de Ti, saudades de Ti, saudades de Ti.


Análise:

Esta música é bem interessante. Trata-se da decisão de um servo arrependido por ter se afastado dos caminhos santos de Deus. O interessante mesmo é que se usa do que é essencial nestes momentos, sinceridade.

A letra retrata a confissão, o arrependimento e a decisão de retornar. Tudo realizado com palavras informais, como de fato devem ser nossas conversas com o Pai, sem o formalismo farisaico que vemos por ai, mas como quem conversa com um amigo, com um verdadeiro pai que está de ouvidos atentos ao choro de seu filho arrependido.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1 João 1:9)

Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atento à sua súplica; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal”. (1 Pedro 3:12)
Depois da confissão e do arrependimento, nada mais natural do que o ser humano desejar satisfazer a vontade de Deus vontando à inocência diante do pecado, estando atento à Sua voz e obedecendo Sua Palavra.

Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. (João 14:15)
Uma análise simples para uma música simples e verdadeira no quesito bíblico.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Música: Lembra Senhor (Trazendo a Arca)


Letra:

Quando não posso te ouvir
E o meu clamor
Já não muda o teu silêncio
São nuvens que escondem o sol
E tornam o dia tão escuro quanto a noite
Então lembro que não podes me esquecer
Se o meu nome está gravado em tuas mãos
Mesmo que ainda eu não consiga ver
Sei que se levantarás em meu favor

Lembra senhor,
Juraste o teu amor
E nada pode mudar o que sentes por mim
Nem os meus pecados
Lembra senhor,
E faz mais uma vez os teus sinais
E saberão que ainda és o mesmo Deus

Que revelou a sua glória a Israel
E que por amor abriu o mar parou o sol
Sei que farás o mesmo em meu favor.


Análise:

A começar pelo título, essa música me soa meio estranha. Como assim, “lembra Senhor”? Deus sofre de amnésia por acaso? Claro, eu entendo que esta não deveria ser a intenção do compositor, mas não custa nada avaliar a letra depois de pronta, para verificar se alguma coisa fugiu da realidade, uma vez que não se trata de uma poesia cristã, mas de um conjunto de declarações melódicas.

No decorrer da canção encontramos diversas afirmações verdadeiras como “lembro que não podes me esquecer”, “nada pode mudar o que sentes por mim”, conforme lemos em:

Mas Sião diz: O Senhor me desamparou, o meu Senhor se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim”. (Isaias 49:14-16)

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8:38-39)
Entretanto, é fácil perceber a inclinação antropocêntrica da música, onde até sinais são pedidos para Deus, a fim de provar ao homem o Seu poder, esquecendo completamente das palavras de Cristo quando diz:

Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas”. (Mateus 12: 39)
A ressurreição de Cristo é o único sinal necessário para sabermos que Jesus é Deus e que tem todo o poder. Leia o contexto desta passagem acima para confirmar o que digo.

Em tempo, afirmar que Deus fará por mim o mesmo que fez por Israel é um tanto perigoso, pois nem sempre as coisas acontecem como esperamos:

Porque diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia”. (Romanos 9:15:16)
Por fim, acabo percebendo boas intenções (estou falando de percepção, não de convicção) no contexto geral da letra, porém, decidi fazer análises ortodoxas quando à Palavra de Deus, o que me obriga a avalia-la negativamente.

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